Quilombo do Rosa abre calendário de 2026 da Justiça do Trabalho Itinerante no Amapá

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Quase 300 atendimentos garantiram cidadania e acesso a direitos na comunidade quilombola no último sábado.

Fotografia que reúne várias pessoas entre homens e mulheres.

2/3/2026 – Com o propósito de assegurar o acesso à Justiça e fortalecer a cidadania em regiões distantes da capital, a população do Quilombo do Rosa, localizado a cerca de 30 quilômetros de Macapá, recebeu, no sábado (5), a I Jornada Itinerante Terrestre de 2026 do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, por meio do programa Justiça do Trabalho Itinerante.

Coordenada no Amapá pela juíza do trabalho Núbia Guedes, a ação ocorreu no Centro Comunitário da localidade, com atendimentos das 8h às 14h. Nesta edição, a comitiva contou com a participação de cerca 70 servidoras e servidores do TRT8 e de profissionais de instituições parceiras, que ofereceram serviços judiciais, assistenciais e de cidadania à comunidade, um total aproximado de 290 atendimentos.

A juíza Núbia Guedes avaliou de forma positiva o trabalho realizado. “É sempre importante participar das Jornadas Terrestres, porque muitas pessoas enfrentam dificuldades para se deslocar até a capital e acessar serviços públicos. Trouxemos equipes do TRT para atender demandas judiciais, a Defensoria Pública, a Polícia Científica para emissão de carteira de identidade, atendimento assistencial às mulheres, o TRE com serviços eleitorais, entre outros. Sem dúvida, foi muito positivo”, destacou.

A carreta da Defensoria Pública do Estado do Amapá ofereceu diversos atendimentos. “Disponibilizamos serviços como segunda via de certidão de nascimento, retificação de nome, divórcios, pensão alimentícia, guarda, emissão de documentos e muito mais”, informou a defensora Gabriela Ferreira.

Já o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá levou uma urna eletrônica para demonstrar ao eleitor o funcionamento do sistema de votação e orientou sobre a regularização do título. “Estamos divulgando os serviços que o TRE oferece e reforçando que o eleitor tem até o dia 6 de maio para regularizar o título e votar com tranquilidade”, esclareceu o juiz eleitoral Galiano Cei.

1ª ação no Quilombo do Rosa

O Quilombo do Rosa foi escolhido para abrir o calendário de itinerâncias do TRT8 em atendimento a uma reivindicação antiga dos moradores. A presidente da comunidade, Joelma Menezes, agradeceu a iniciativa. “Além da distância de Macapá, temos dificuldade de transporte público. Quando chega um mutirão como esse, com vários órgãos reunidos em um só lugar, é um sonho realizado”, afirmou.

O agricultor e líder comunitário Ivanilton Menezes aproveitou a ação para solicitar a nova carteira de identidade emitida pela Polícia Científica do Amapá. “Temos muita dificuldade para acessar esses serviços. Quero agradecer ao TRT, à Defensoria Pública e a todos que vieram até o nosso território quilombola. Que venham novas ações como essa”, destacou.

História do Quilombo

O Quilombo do Rosa é uma comunidade tradicional localizada às margens da BR-210 até o Rio Matapi, na zona rural de Macapá (AP). Fundado em 1902, o território possui mais de 4 mil hectares e está localizado na zona rural de Macapá e reúne cerca de 50 famílias descendentes dos fundadores e da comunidade Capoeira do Rei. Ao longo do século XX, enfrentou invasões e tentativas de expropriação por empresas e particulares, em meio às transformações territoriais do Amapá.

Para garantir sua permanência na terra, a comunidade se organizou politicamente, buscou apoio institucional e adotou estratégias de defesa do território. Após 17 anos de mobilização, conquistou, em novembro de 2024, o título definitivo coletivo emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, assegurando mais de 4 mil hectares e consolidando uma vitória histórica na luta por reconhecimento, cidadania e preservação de sua identidade cultural

 

Fonte: TRT da 8ª Região

 

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