Treinamento prepara conciliadoras e conciliadores para o Elas em Pauta

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A iniciativa, que vai acontecer de 9 a 13 de março em toda Justiça do Trabalho, vai priorizar acordos em processos que envolvem mulheres.

4/3/2026 – O Núcleo de Apoio à Conciliação e Políticas Públicas (NACOPP) do Tribunal Superior do Trabalho promoveu, nesta semana, o curso “Elas em Pauta – Mediação Judicial Trabalhista sob Perspectiva de Gênero”. O objetivo é capacitar magistrados (as) e servidores (as) na condução de mediações sob perspectiva de gênero. A iniciativa integra o Calendário de Pautas Temáticas de 2026.

O Elas em Pauta é uma iniciativa promovida em parceria com o Programa de Equidade do Judiciário Trabalhista e vai acontecer de 9 a 13 de março, em toda Justiça do Trabalho. O objetivo é priorizar acordos em processos que envolvem mulheres, utilizando a conciliação como instrumento de escuta qualificada, empoderamento e pacificação social.

print da tela do ministro na sala virtualDesigualdades históricas

A formação contou com a participação de conciliadoras e conciliares de todo o país, além de ministros do TST, como o ministro Fabricio Gonçalves, coordenador nacional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho.

Ele afirmou que inserir as mulheres na pauta da mediação é reconhecer que a aparente neutralidade jurídica pode, na verdade, ocultar desigualdades históricas. Ignorar a questão de gênero impede que se alcance justiça, uma vez que as trabalhadoras enfrentam desvantagens estruturais.

“Colocar as mulheres em pauta na mediação trabalhista significa reconhecer que o neutro, muitas vezes, esconde desigualdades históricas que o judiciário não pode mais ignorar”, disse. ““Muitas vezes, o conflito chega à mesa de negociação e está impregnado de dinâmicas de poder assimétricas, como o assédio, a disparidade salarial e a dupla ou tripla jornada. Sem uma atuação qualificada, a conciliação corre o risco de ratificar a injustiça ao invés de dissolvê-las”, completou.

Print da tela da ministraSoluções mais justas e equilibradas

Segundo a ministra Morgana Richa, do Comitê de Participação Feminina do TST, a especialização e o treinamento de mediadoras e mediadores fortalecem a política pública de conciliação e ampliam a capacidade do Judiciário trabalhista de promover soluções mais justas e equilibradas.

Ela também ressaltou a centralidade da conciliação na Justiça do Trabalho, princípio que sempre esteve presente  no Judiciário trabalhista. Para a magistrada, a conciliação ultrapassa a mera solução formal do litígio.

“A conciliação sempre teve um significado de resolução do processo muito além do conflito. O problema real não está descrito em nenhuma das peças. Ele está na voz, na boca, no sentimento daquelas partes que ali estão no Poder Judiciário”, afirmou.

(Sofia Martinello/AJ)

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